Celestino David, em representação do Grupo Pro Evora, interviu no passado dia 8 de Maio no encontro Museu de artesanato de Évora com a seguinte comunicação:
O Grupo Pro Évora Considera que é fundamental valorizar o Centro de artes tradicionais - Museu de Artesanato de Évora e que não se pode pôr em causa a sua existência nem dividir um espaço que já de si é exíguo e perfeitamente adaptado às funções que desempenha. Partilhar esse espaço com outra colecção, seja ela qual for, não é viável.
O Protocolo publico entre as três entidades: Câmara Municipal, Turismo do Alentejo e Coleccionador Paulo Parra, merecia certamente uma reapreciação. Não satisfaz o que se espera de um documento com essa importância e ignora as instituições no terreno.
Sobre a colecção de Design Paulo Parra Considera o grupo Pro Évora que não só é importante como será bem vinda à cidade de Évora, instalando-se num outro espaço que lhe seja exclusivamente dedicado.
Celestino David - Presidente pelo Grupo Pró Évora
8 Maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Uma vaga ideia de memória
Há dois anos e meio que abriu o Centro de Artes Tradicionais de Évora, herdeiro do Museu de Artesanato que ocupou o mesmo edfificio histórico dos Celeiros Comuns entre 1962 e 1991, e já surge a ideia da câmara e do Turismo do Alentejo de aí instalar a Colecção de Design de Paulo Parra.
A colecção Parra é uma excelente colecção e era bom que fosse mostrada de forma permanente, mas é preocupante ver a facilidade com que as entidades públicas ultimamente se dispõem a abrir e fechar museus com a maior das leviandades e sem que haja avaliação de espécie alguma do que foi feito.
É certo que os maus exemplos vêm de cima e já tivemos uma ministra a dizer naturalmente que os “museus nascem e morrem” sem que fosse elucidada sobre a lei internacional e nacional que os considera “instituições de carácter permanente”.
As instituições culturais não são os mastros dos santos populares, que se armam e desarmam nas alturas certas, e as cidades, além de gente e espaço, são memória e instituições.
Joaquim Caetano in “Público” 9 de Maio de 2010
A colecção Parra é uma excelente colecção e era bom que fosse mostrada de forma permanente, mas é preocupante ver a facilidade com que as entidades públicas ultimamente se dispõem a abrir e fechar museus com a maior das leviandades e sem que haja avaliação de espécie alguma do que foi feito.
É certo que os maus exemplos vêm de cima e já tivemos uma ministra a dizer naturalmente que os “museus nascem e morrem” sem que fosse elucidada sobre a lei internacional e nacional que os considera “instituições de carácter permanente”.
As instituições culturais não são os mastros dos santos populares, que se armam e desarmam nas alturas certas, e as cidades, além de gente e espaço, são memória e instituições.
Joaquim Caetano in “Público” 9 de Maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Visita ao Museu 8 Maio - Moção de apelo
EM DEFESA DO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS, ANTIGO MUSEU DO ARTESANATO DE ÉVORA
Alertados pela petição lançada a público no passado dia 27 de Março, reunimo-nos hoje aqui no antigo Celeiro Comum onde, desde 1962, funcionou o Museu do Artesanato Regional.
Estamos conscientes que as intenções de ocupar este espaço com uma colecção de peças de design equivale a destruir mais uma memória da história e da identidade da nossa comunidade.
Apelamos por isso às entidades responsáveis pelo Protocolo respeitante à instalação do Museu de Design de Évora - Colecção Paulo Parra, museu cujo interesse não contestamos, para que desistam da intenção de o instalar no antigo Celeiro Comum, pois há outros imóveis de qualidade na cidade de Évora que – ao contrário deste – aguardam há muito uma utilização condigna.
Évora, 8 de Maio de 2010,
António Carmelo Aires
Joaquim António Guerra Monteiro
Maria Teresa Lacerda Correia de Paiva Monteiro
Abílio Dias Fernandes
Marcial Rodrigues
Luisa Margarida da Palma Coelho Gancho
Inácio José Caeiro Nunes
José Pinto de Sá
Celino Rodrigues da Silva
Silvia Pinto
Celestino Froes David
Fernando Guerra
Manuel Joaquim Calhau Branco
João Bilou
Luis Manuel Salgueiro Garcia
Joaquim Oliveira Caetano
Maria Manuela Alegria da Silva
Tiago Cabeça
João Andrade Santos
Alertados pela petição lançada a público no passado dia 27 de Março, reunimo-nos hoje aqui no antigo Celeiro Comum onde, desde 1962, funcionou o Museu do Artesanato Regional.
Estamos conscientes que as intenções de ocupar este espaço com uma colecção de peças de design equivale a destruir mais uma memória da história e da identidade da nossa comunidade.
Apelamos por isso às entidades responsáveis pelo Protocolo respeitante à instalação do Museu de Design de Évora - Colecção Paulo Parra, museu cujo interesse não contestamos, para que desistam da intenção de o instalar no antigo Celeiro Comum, pois há outros imóveis de qualidade na cidade de Évora que – ao contrário deste – aguardam há muito uma utilização condigna.
Évora, 8 de Maio de 2010,
António Carmelo Aires
Joaquim António Guerra Monteiro
Maria Teresa Lacerda Correia de Paiva Monteiro
Abílio Dias Fernandes
Marcial Rodrigues
Luisa Margarida da Palma Coelho Gancho
Inácio José Caeiro Nunes
José Pinto de Sá
Celino Rodrigues da Silva
Silvia Pinto
Celestino Froes David
Fernando Guerra
Manuel Joaquim Calhau Branco
João Bilou
Luis Manuel Salgueiro Garcia
Joaquim Oliveira Caetano
Maria Manuela Alegria da Silva
Tiago Cabeça
João Andrade Santos
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Protocolo Museu do Design já é público e omisso sobre o artesanato.
O Protocolo entre a Câmara Municipal de Évora, o Turismo do Alentejo e o colecionador Paulo Parra já é público e, nesta cópia que obtivemos por email, verificamos que também é absolutamente omisso sobre o acervo do Museu do Artesanato de Évora. Um dos objectivos deste é "Posicionar Évora como um centro cultural integrado nas grandes Capitais Mundiais do DESIGN". É referido também que a Autarquia e o Turismo do Alentejo suportam todas as despesas (incluso com aumento de pessoal auxiliar, segurança, seguros, promoção, etc...) até à "sustentabilidade do projecto" mas não é definido um prazo limite para que essa se verifique. Ao colecionador cabe nomear a Direcção e gerir todo o seu acervo. Todas as receitas, directas e indirectas, revertem para a gestão do mesmo.






quinta-feira, 6 de maio de 2010
Novas presenças confirmadas sábado dia 8 ás 16h.

Estão confirmadas mais presenças no próximo sábado dia 8 de Maio pelas 16h no Museu de Artesanato: Celestino David, Presidente do Grupo Pró-Évora já manifestou vontade de exprimir a sua opinião no livro de visitas do Museu. O Grupo Coral "Cantares de Évora" também já manifestou intenção de aparecer.
domingo, 2 de maio de 2010
Em defesa do Museu de artesanato de Évora - Visita ao Museu sábado 8 Maio às 16h
A Câmara Municipal de Évora aprovou, na reunião pública do passado dia 25 de Março, o protocolo proposto pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo com vista à criação de um Museu de Design a instalar no antigo Celeiro Comum, onde se encontra o Museu do Artesanato. Damos as boas vindas ao novo Museu de Design, mas entendemos que nada justifica que se encerre um museu existente para nas suas instalações se vir a instalar outro.
Porque consideramos que a defesa da nossa memória colectiva é responsabilidade de todos, defendemos a existência do Museu do Artesanato de Évora, e a sua manutenção nas suas instalações de sempre.
Convidamos por isso todos os amigos desse Museu a visitá-lo no próximo Sábado, dia 8, a partir das 16.00 horas. A trazer os filhos, a convidar outros amigos, e em particular os jornalistas desta nossa terra, a vir manifestar a sua opinião e a registá-la no livro de visitantes.
Presenças confirmadas, já temos a do Dr. Carmelo Aires, do Dr. Joaquim Caetano que dirigiu até há pouco o Museu de Évora, do historiador Dr. Manuel Branco, e do Dr. João Andrade Santos. Nos próximos dias, confirmaremos mais presenças.
Entrada, 2 Euros. Para as crianças, gratuita.
Apareçam !
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