quarta-feira, 21 de julho de 2010

Museu de artesanato de Évora que Futuro?

Reunião em defesa do Museu de artesanato de Évora

Amanhã Quinta feira dia 22 de julho às 18 horas
na Sede do Sindicato dos professores de Évora.
Av. Conde Vilalva (estrada de Arraiolos) nº 257.


Substituição do Museu de artesanato pelo Design:

Delegação Regional do Ministério da Cultura é contra.

Comissão Municipal de Arte, Arqueologia, e Defesa do Património é contra.

Assembleias concelhias são contra

Os Contribuintes e Municipes são contra


Tem a Câmara Municipal legitimidade para oferecer um Museu público a um privado?

Tem a Câmara Municipal Legitimidade de exigir ao contribuinte que pague esse Museu Privado?

Tem ainda o Turismo do Alentejo legitimidade de se afirmar "promotor" e "defensor" do Museu de artesanato de Évora e da cultura e tradição regionais?

São questões que tentaremos analisar. Apareça.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Que futuro para o “Museu do Artesanato"

MUSEU DO ARTESANATO: QUE FAZER, AGORA?

Na semana que passou, houve quem esperasse que nas reuniões da Câmara Municipal de Évora e da Assembleia Geral da Turismo do Alentejo, deliberações dos dois órgãos viessem aprovar uma nova versão do Protocolo para a criação do Museu do Design, dando o passo final para a liquidação do Museu do Artesanato. Mas tal não aconteceu: na reunião de Câmara, a questão foi adiada para quando houvesse informações suficientes; e, talvez em consequência disso, a A.G. da Turismo do Alentejo limitou-se a tratar o ponto como de informação.
Mas ficou claro que, a despeito do parecer desfavorável da Comissão Municipal de Arte, Arqueologia, e Defesa do Património, bem como do parecer igualmente desfavorável da Direcção Regional da Cultura do Alentejo enviado ao Instituto Português de Museus, o presidente da Câmara de Évora e a direcção da Turismo do Alentejo estão empenhados em levar avante a intenção de instalar o coleccionador Paulo Parra no antigo Celeiro Comum, encerrando o Museu do Artesanato.
A fim de desmobilizar as críticas que se fizeram ouvir, introduziram duas alterações no Protocolo de criação do Museu de Design-Colecção Paulo Parra: a primeira no nome do Museu que passaria a Museu de Artesanato e Design, e a segunda na designação da direcção respectiva, que passaria a contar com os pareceres da Câmara e da Turismo do Alentejo. Mudanças de mera cosmética, já que tudo o resto permanece como na primeira versão do Protocolo aprovada pela Câmara em 25 de Março.
Perante este quadro, que fazer?
Sendo evidente que o Museu do Artesanato tem que continuar, e continuar onde sempre esteve sediado, importa saber quem o deverá defender e gerir no futuro, já que a Entidade Regional do Turismo mostrou que não soube dinamizá-lo, que o pretende substituir por uma colecção privada ou fechá-lo, caso o projecto Paulo Parra não vá avante, pelo que, obviamente, esta entidade perdeu as condições e a legitimidade para continuar a tutelá-lo.
Recorde-se que o Museu do Artesanato, criado em 1962, foi tutelado pela então Junta Distrital e depois do 25 de Abril, pela Assembleia Distrital de Évora, em nome do povo deste território, e a sua gestão só foi transferido para a Região de Turismo de Évora por conveniências do financiamento comunitário do projecto.
Importa, pois, lançar o debate sobre qual a entidade que deverá gerir o Museu. Para tal, convidam-se todos os que se têm manifestado contra a liquidação deste projecto de memória e salvaguarda da cultura popular, a participar na reunião que terá lugar na próxima quinta feira dia 22 de julho às 18 horas, na Sede do Sindicato dos professores de Évora. Av. Conde Vilalva (estrada de Arraiolos) nº 257.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

COMISSÃO MUNICIPAL DE DEFESA DO PATRIMÓNIO CHUMBA PROPOSTA DE ENCERRAMENTO DO MUSEU DO ARTESANATO

Três meses e meio volvidos após a aprovação camarária do Protocolo de criação do Museu de Design-Colecção Paulo Parra, e perante o evidente desagrado de muitos sectores da vida social da Cidade, o assunto voltou à reunião do executivo municipal. Tratou-se agora de aprovar uma segunda versão do dito Protocolo, na qual foram introduzidas duas alterações : o Museu muda de nome, e passa a chamar-se Museu de Artesanato e Design, e a respectiva Direcção passa a ser designada pela CME, pela Turismo do Alentejo, e pelo coleccionador Paulo Parra, quando na versão anterior era da exclusiva responsabilidade do coleccionador. Como diria o Principe Salina, é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma !
Estas alterações de pormenor, que estavam cozinhadas desde Maio passado, aguardaram o início das férias para ser dadas a conhecer, procurando dar um aspecto mais aceitável a um projecto de entrega a um privado de um bem valioso – o antigo Celeiro Comum, e o financiamento público – sendo que o projecto privado do tal Museu de Design continuará a ser financiado por dinheiros públicos até que se revele sustentável, o que, convenhamos, não se afigura nada fácil.
Tinhamos chamado a atenção, em escrito anterior, para o prolongado silêncio da Comissão Municipal de Arte, Arqueologia, e Defesa do Património. Esta importante e prestigiosa entidade, que deveria reunir todos os meses para se pronunciar sobre os aspectos mais im- portantes da defesa do património da nossa Cidade, estava desde Março sem reunir, e era normalmente atribuída a sua não convocação ao incómodo que poderia ser para a maioria PS-PSD que tinha votado o Protocolo com o coleccionador Paulo Parra a apreciação isenta desse projecto pelas vozes autorizadas dos membros da Comissão.
E assim foi. Convocada para o dia anterior ao da deliberação camarária sobre a segunda versão do Protocolo, a Comissão Municipal de Arte, Arqueologia, e Defesa do Património fez uma crítica cerrada e impiedosa do projecto de liquidação do Museu do Artesanato, e tomou conhecimento do parecer negativo que a Direcção Regional da Cultura do Alentejo enviou a este respeito ao Instituto Português de Museus. A presença do coleccionador na reunião não teve qualquer efeito para tornar menos incisivas as críticas dos membros da Comissão.
Depois de mais esta crítica pesada, o que se seguirá neste processo insensato ? Na Quinta-feira,15, reúne a Assembleia Geral da Entidade Regional do Turismo do Alentejo, tendo na sua Agenda a apreciação deste caso. Tudo parece ter sido articulado entre os Presidentes desta organização e da Câmara de Évora, para que na modorra da “silly season” das férias do Verão este assunto incómodo seja fechado, para proveito do coleccionador Paulo Parra, esbanjamento de dinheiros públicos e menosprezo pela cultura e pelos valores identitários da nossa Cidade e do Alentejo.
Mas há ainda há outras pontas soltas, dado que a entidade proprietária do Celeiro Comum ainda não deu o seu acordo para a mudança do contrato de arrendamento, e a entidade gestora do Quadro Comunitário de Apoio não autorizou a mudança de uso dos financiamentos comunitários que foram concedidos para a vultosa recuperação do edifício e instalação do Museu do Artesanato.
O processo ainda não está encerrado.



Eles ainda não conseguiram matar o Museu do Artesanato !

João Andrade Santos in Semanário Registo 15 Julho 2010

www.registo.com.pt

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Aprovação do novo protocolo adiada

A pedido do vereador da CDU na reunião pública de Câmara de hoje, 14 julho 2010
A pedido do vereador da CDU Eduardo Luciano, o ponto da agenda da reunião pública de Câmara, onde se votaria o novo protocolo do Museu de Design - que pretende substituir o Museu de artesanato de Évora - foi retirado em função dos desenvolvimentos ultimos sobre o assunto e na expectativa de mais informação, nomeadamente o parecer final do Instituto Português de Museus e autorização da Direcção Geral do Tesouro e finanças sobre a utilização do espaço do Museu de artesanato para outros fins que não os que foram alvo de subsídios - nacionais e comunitários - de recuperação. Este ponto será porventura agendado para nova reunião.

Comissão Municipal de Arte, Arqueologia e Património contra processo de substituição do Museu de Artesanato pelo Design

Parecer negativo da Direcção Regional da Cultura do Alentejo enviado ao Instituto Português de Museus

A Comissão Municipal de Arte, Arqueologia, e Defesa do Património, reunida (após três meses sem ser convocada, justamente desde o inicio do processo Museu de Design versus Museu de Artesanato)ontem em Évora fez uma crítica cerrada e impiedosa do projecto de liquidação do Museu do Artesanato. Não só praticamente todos os membros foram bastante criticos para com o projecto e o seu promotor - o Colecionador Paulo Parra presente na reunião - como deram conhecimento em primeira mão do Parecer negativo que a Direcção Regional da Cultura do Alentejo enviou a este respeito ao Instituto Português de Museus. Hoje a partir das quatro da Tarde vai a Reunião Pública de Câmara o "novo" protocolo que pretende acabar com o Museu de artesanato que, debaixo de algumas camadas de verniz para opinião pública ver,sabemos, mantém praticamente tudo na mesma.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Assembleia Geral Entidade Regional Turismo do Alentejo

Dia 15 Julho de 2010 às 10h no Évorahotel

No Evorahotel terá lugar a Assembleia Geral da Entidade Turismo do Alentejo, onde aparentemente será apresentado o projecto Museológico de Paulo Parra para o que será o "Museu de Design e Artesanato"

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Museu de Artesanato: novo Protocolo na calha?...

Reunião Publica de Câmara, quarta feira dia 14 Julho 2010, 16h30m

Chegou-nos a noticia que será levado a reunião pública de Câmara, já no próximo dia 14 de Julho quarta feira pelas 14h, o novo protocolo que pretende mudar o destino ao Museu publico de Artesanato de Évora. Aparentemente o anterior, que lhe mudava o nome e finalidade para Museu de Design Paulo Parra, já não serve. Cá estaremos na expectativa das novidades...