Claudia Pereira vereadora da Câmara Municipal de Évora em entrevista à Radio Diana em 5 Abril 2010
Edição de imagens do CAT Museu de Artesanato por Miguel Sampaio
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
O mistério adensa-se
"Esta ideia (de transformar o museu publico de artesanato de Évora em museu de design privado) não partiu da Câmara Municipal de Évora, partiu do Turismo do Alentejo e do colecionador" ...
Claudia Pereira
Vereadora da cultura da Câmara Municipal de Évora em entrevista à Antena 1, 26 Outubro 2010
Diz-nos um passarinho, que esvoaçou próximo do Turismo do Alentejo, que de facto, num primeiro momento, esta entidade pediu ajuda à Câmara municipal de Évora para manter o Centro de Artes Tradicionais antigo Museu de Artesanato, mas a Câmara terá recusado. Só mais tarde, aparentemente, a autarquia teria reconsiderado colocando, no entanto, a condição: ou é Paulo Parra e Museu de Design, ou não é nada.
Será verdade?... E a ser quem gostará mais de design industrial do século XX?... O senhor Presidente da Câmara? A senhora vereadora da cultura?...
Como em todas as boas estórias de detectives cá ficaremos a aguardar os próximos capitulos...
Claudia Pereira
Vereadora da cultura da Câmara Municipal de Évora em entrevista à Antena 1, 26 Outubro 2010
Diz-nos um passarinho, que esvoaçou próximo do Turismo do Alentejo, que de facto, num primeiro momento, esta entidade pediu ajuda à Câmara municipal de Évora para manter o Centro de Artes Tradicionais antigo Museu de Artesanato, mas a Câmara terá recusado. Só mais tarde, aparentemente, a autarquia teria reconsiderado colocando, no entanto, a condição: ou é Paulo Parra e Museu de Design, ou não é nada.
Será verdade?... E a ser quem gostará mais de design industrial do século XX?... O senhor Presidente da Câmara? A senhora vereadora da cultura?...
Como em todas as boas estórias de detectives cá ficaremos a aguardar os próximos capitulos...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Prémio: faz como eu digo não faças como eu faço
"O que hoje se pede é a diferença, o que é distinto e único, aquela riqueza que faz do território algo raro.
Alentejo, turismo e identidade"
Ceia da Silva - Presidente do Turismo do Alentejo
2 semanas depois de encerrar o Museu Público de Artesanato de Évora para no lugar fazer um Museu Privado de Design Industrial, a pagar pelo contribuinte.
in Público 12 de Dezembro de 2010
Alentejo, turismo e identidade"
Ceia da Silva - Presidente do Turismo do Alentejo
2 semanas depois de encerrar o Museu Público de Artesanato de Évora para no lugar fazer um Museu Privado de Design Industrial, a pagar pelo contribuinte.
in Público 12 de Dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Embaixada da solidariedade à reabertura do Museu de Arte Popular em Lisboa
Segunda feira 13 de Dezembro
18h
MUSEU DE ARTE POPULAR - Lisboa
Caros amigos
Reabre na próxima segunda feira dia 13 às 18h o MUSEU DE ARTE POPULAR em Lisboa, que esteve encerrado para, num processo semelhante ao do nosso CAT, vir a ser convertido noutro espaço.
Foi justamente um movimento de cidadãos que conseguiu impedir esse encerramento e segunda feira, com a presença da Ministra Gabriela Canavilhas, o Museu de Arte Popular reabre ao público.
Nesse sentido estamos a organizar uma “Embaixada de solidariedade” por parte da Perpetuar Tradições e do Centro de Artes Tradicionais antigo Museu de Artesanato de Évora à reabertura do Museu de Arte Popular. Vamos partilhar a nossa experiencia e conhecer a experiencia de outros. Vamos continuar a denunciar este verdadeiro crime.
Deixamos o convite a quem queira integrar esta embaixada connosco.
Informamos também que continuamos os nossos esforços, em várias frentes, para denunciar e tentar impedir o encerramento do CAT Antigo Museu de Artesanato de Évora
A Direcção:
Tiago Cabeça
Carmelo Aires
Andrade Santos
Miguel Sampaio
Celso Mangucci
18h
MUSEU DE ARTE POPULAR - Lisboa
Caros amigos
Reabre na próxima segunda feira dia 13 às 18h o MUSEU DE ARTE POPULAR em Lisboa, que esteve encerrado para, num processo semelhante ao do nosso CAT, vir a ser convertido noutro espaço.
Foi justamente um movimento de cidadãos que conseguiu impedir esse encerramento e segunda feira, com a presença da Ministra Gabriela Canavilhas, o Museu de Arte Popular reabre ao público.
Nesse sentido estamos a organizar uma “Embaixada de solidariedade” por parte da Perpetuar Tradições e do Centro de Artes Tradicionais antigo Museu de Artesanato de Évora à reabertura do Museu de Arte Popular. Vamos partilhar a nossa experiencia e conhecer a experiencia de outros. Vamos continuar a denunciar este verdadeiro crime.
Deixamos o convite a quem queira integrar esta embaixada connosco.
Informamos também que continuamos os nossos esforços, em várias frentes, para denunciar e tentar impedir o encerramento do CAT Antigo Museu de Artesanato de Évora
A Direcção:
Tiago Cabeça
Carmelo Aires
Andrade Santos
Miguel Sampaio
Celso Mangucci
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Comissão Coordenação Região Alentejo não recebe emails da Perpetuar Tradições
Desde o passado dia 26 de Novembro que a Comissão Coordenação da Região Alentejo (CCDRA) aparentemente não recebe correio electronico da Perpetuar Tradições associação de defesa do Artesanato do Alentejo.
Os membros desta associação já se viram obrigados a encaminhar correspondencia - relativa ao Centro de Artes Tradicionais, antigo Museu de Artesanato de Évora - pela tradicional via postal, registado e com aviso de recepção, pois todas as missivas sobre este assunto, dirigidas ao Presidente daquela entidade João de Deus Cabral Cordovil aparentemente nunca lhe chegavam, fossem para os endereços institucionais fossem para os pessoais do seu secretariado.
Relembramos que a CCDRA é a entidade que tem por obrigação regular e fiscalizar subsidios europeus utilizados no Alentejo, justamente como os que foram utilizados, há apenas dois anos, na recuperação do Centro de Artes Tradicionais, Antigo Museu de Artesanato de Évora, encerrado há 2 semanas para ser convertido em Museu de Design de um privado.
Os membros desta associação já se viram obrigados a encaminhar correspondencia - relativa ao Centro de Artes Tradicionais, antigo Museu de Artesanato de Évora - pela tradicional via postal, registado e com aviso de recepção, pois todas as missivas sobre este assunto, dirigidas ao Presidente daquela entidade João de Deus Cabral Cordovil aparentemente nunca lhe chegavam, fossem para os endereços institucionais fossem para os pessoais do seu secretariado.
Relembramos que a CCDRA é a entidade que tem por obrigação regular e fiscalizar subsidios europeus utilizados no Alentejo, justamente como os que foram utilizados, há apenas dois anos, na recuperação do Centro de Artes Tradicionais, Antigo Museu de Artesanato de Évora, encerrado há 2 semanas para ser convertido em Museu de Design de um privado.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O ARTESANATO, A MEMÓRIA E A FELICIDADE (3)
Por Francisco Martins Ramos
Como se sabe, o artesanato enriquece a oferta turística, mediatiza o contacto de culturas, cria postos de trabalho, ocupa os mais velhos, gera riqueza e alimenta a dinâmica da mudança, colocando em saudável confronto o passado e o presente.
Os artefactos são um produto que se inscreve naquilo que se entendeu denominar por turismo cultural, embora todo o turismo seja cultural. De facto, os produtos culturais e as atracções desempenham um importante papel turístico a vários níveis, desde a divulgação global da cultura, às acções que enfatizam as identidades locais (Mbaiwa 2004). Na realidade, o conceito totalizante de cultura compreende o que as pessoas sabem e pensam (conhecimentos culturais), como as pessoas se comportam e reagem (comportamentos culturais) e o que as pessoas fazem e manufacturam (artefactos culturais).
O turismo cultural é uma modalidade que se centra, justamente, nos recursos culturais. Ora, os recursos culturais não se limitam aos monumentos, às comunidades e sítios, ao património construído ou aos mitos e lendas. Dizem respeito também aos estilos de vida, às práticas habituais e às actividades passadas e às recentes que sobreviveram e se adaptaram.
O “empowerment” dos produtores de artesanato através da salvaguarda das técnicas tradicionais, da adaptação de técnicas inovadoras (principalmente as que aliviem o esforço físico dos artesão), do empreendedorismo e da utilização de práticas de boa gestão são mecanismos que contribuem seguramente para o sucesso económico do turismo cultural. Trata-se efectivamente de, pela via da cultura, chegarmos à economia.
Aquando da inauguração do Centro de Artes Tradicionais - Museu do Artesanato, em Évora, afirmei que tal projecto demonstrava a riqueza caleidoscópica do artesanato alentejano. Iniciativa de qualidade total, aquele momento marcou um episódio histórico para o enriquecimento da oferta turística eborense e alentejana. A batalha sinuosa que foi necessário travar para a concretização daquela obra só nos pode dar satisfação porque foi uma batalha vencida.
Espaço cultural por excelência, aquele museu corporizou o casamento entre a tradição e a inovação tecnológica, numa afirmação contemporâneo dos mais avançados instrumentos museológicos. O Museu do Artesanato de Évora é, como foi dito na sua inauguração, “a devolução à cidade e ao Alentejo” duma parte do seu património.
Invadir o território de um museu temático existente, descaracterizar uma realidade coerente na sua afirmação sócio-cultural, histórica e identitária, amputar um espaço artesanal por interesses de conveniência, misturar traços culturais com afirmações de modernidades de natureza diversa e antagónica é um crime de lesa-cultura, uma afronta ao legado que nos foi deixado e uma armadilha envenenada à idiossincrasia alentejana. Apetece recordar Sophia: “Eles sabem muito e não percebem nada”.
Parafraseando mais uma vez Sommier (1984), posso concluir afirmando que o artesanato é como a felicidade - só no momento em que desaparece é que damos conta do seu valor. Para aquele artesanato que não resiste ao progresso da sociedade, nada melhor do que mantê-lo preservado, protegido e higienizado pela dignidade museológica de origem.
Bibliografia
MBAIWA, Joseph
2004 “Prospects of Basket Production in Promoting Sustainable
Rural Liveliwoods in the Okavango Delta, Botswana”, International Journal of Tourism Research 6: 221-235
RAMOS, Francisco Martins
2007 Breviário Alentejano, Vale de Cambra: Caleidoscópio
SOMMIER, Gilbert
1984 Presente y Futuro de las Artesanías en la Sociedad
Industrial, Madrid: Ministerio de Industria y Energia
Como se sabe, o artesanato enriquece a oferta turística, mediatiza o contacto de culturas, cria postos de trabalho, ocupa os mais velhos, gera riqueza e alimenta a dinâmica da mudança, colocando em saudável confronto o passado e o presente.
Os artefactos são um produto que se inscreve naquilo que se entendeu denominar por turismo cultural, embora todo o turismo seja cultural. De facto, os produtos culturais e as atracções desempenham um importante papel turístico a vários níveis, desde a divulgação global da cultura, às acções que enfatizam as identidades locais (Mbaiwa 2004). Na realidade, o conceito totalizante de cultura compreende o que as pessoas sabem e pensam (conhecimentos culturais), como as pessoas se comportam e reagem (comportamentos culturais) e o que as pessoas fazem e manufacturam (artefactos culturais).
O turismo cultural é uma modalidade que se centra, justamente, nos recursos culturais. Ora, os recursos culturais não se limitam aos monumentos, às comunidades e sítios, ao património construído ou aos mitos e lendas. Dizem respeito também aos estilos de vida, às práticas habituais e às actividades passadas e às recentes que sobreviveram e se adaptaram.
O “empowerment” dos produtores de artesanato através da salvaguarda das técnicas tradicionais, da adaptação de técnicas inovadoras (principalmente as que aliviem o esforço físico dos artesão), do empreendedorismo e da utilização de práticas de boa gestão são mecanismos que contribuem seguramente para o sucesso económico do turismo cultural. Trata-se efectivamente de, pela via da cultura, chegarmos à economia.
Aquando da inauguração do Centro de Artes Tradicionais - Museu do Artesanato, em Évora, afirmei que tal projecto demonstrava a riqueza caleidoscópica do artesanato alentejano. Iniciativa de qualidade total, aquele momento marcou um episódio histórico para o enriquecimento da oferta turística eborense e alentejana. A batalha sinuosa que foi necessário travar para a concretização daquela obra só nos pode dar satisfação porque foi uma batalha vencida.
Espaço cultural por excelência, aquele museu corporizou o casamento entre a tradição e a inovação tecnológica, numa afirmação contemporâneo dos mais avançados instrumentos museológicos. O Museu do Artesanato de Évora é, como foi dito na sua inauguração, “a devolução à cidade e ao Alentejo” duma parte do seu património.
Invadir o território de um museu temático existente, descaracterizar uma realidade coerente na sua afirmação sócio-cultural, histórica e identitária, amputar um espaço artesanal por interesses de conveniência, misturar traços culturais com afirmações de modernidades de natureza diversa e antagónica é um crime de lesa-cultura, uma afronta ao legado que nos foi deixado e uma armadilha envenenada à idiossincrasia alentejana. Apetece recordar Sophia: “Eles sabem muito e não percebem nada”.
Parafraseando mais uma vez Sommier (1984), posso concluir afirmando que o artesanato é como a felicidade - só no momento em que desaparece é que damos conta do seu valor. Para aquele artesanato que não resiste ao progresso da sociedade, nada melhor do que mantê-lo preservado, protegido e higienizado pela dignidade museológica de origem.
Bibliografia
MBAIWA, Joseph
2004 “Prospects of Basket Production in Promoting Sustainable
Rural Liveliwoods in the Okavango Delta, Botswana”, International Journal of Tourism Research 6: 221-235
RAMOS, Francisco Martins
2007 Breviário Alentejano, Vale de Cambra: Caleidoscópio
SOMMIER, Gilbert
1984 Presente y Futuro de las Artesanías en la Sociedad
Industrial, Madrid: Ministerio de Industria y Energia
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