"A Câmara vai apoiá-la (a proposta do Museu de design privado) com uma pequena intervenção inicial de execução interna, o transporte das peças, um funcionário e apoio logístico,(...) num prazo nunca superior a 10 anos."
Claudia Pereira, vereadora da cultura da Câmara Municipal de Évora
In Café Portugal 27 Dezembro 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Obrigações estabelecidas por protocolo
Segundo protocolo do putativo Museu de Artesanato e design entre a Câmara, o Turismo do Alentejo e o Colecionador
Obrigações da Câmara Municipal de Évora
Adaptação de espaço.
Mobiliário
Impressão de material de divulgação
Sustentabilidade económico financeira (durante dez anos)
Um funcionário
Despesas de seguro
Despesas de segurança activa
Despesas de segurança passiva
Apoio impressão de suportes de divulgação gráfica
Apoio impressão de suportes de divulgação digital
Apoio impressão de suportes de divulgação bilheteira
Apoio com equipa de montagem e desmontagem de exposições
Apoio técnico de processos de candidaturas financeiras
Água
Luz
Transportes
Divulgação em suportes da Câmara
Obrigações do Turismo do Alentejo
Obras
Mobiliário
Espaço
Equipamento
Pessoal técnico
Limpeza
Apoio técnico a processos de candidaturas
Divulgação electrónica
Divulgação gráfica
Renda do espaço ao estado
Obrigações do colecionador
Apoio à instalação da sua colecção
Cedência de equipamento
Custo de telecomunicações
Gestão da colecção
Gestão de 2 quadros superiores em design (não especifica quem os pagará)
Gestão dos fundos de aquisições (não especifica de onde serão provenientes estes)
Obrigações da Câmara Municipal de Évora
Adaptação de espaço.
Mobiliário
Impressão de material de divulgação
Sustentabilidade económico financeira (durante dez anos)
Um funcionário
Despesas de seguro
Despesas de segurança activa
Despesas de segurança passiva
Apoio impressão de suportes de divulgação gráfica
Apoio impressão de suportes de divulgação digital
Apoio impressão de suportes de divulgação bilheteira
Apoio com equipa de montagem e desmontagem de exposições
Apoio técnico de processos de candidaturas financeiras
Água
Luz
Transportes
Divulgação em suportes da Câmara
Obrigações do Turismo do Alentejo
Obras
Mobiliário
Espaço
Equipamento
Pessoal técnico
Limpeza
Apoio técnico a processos de candidaturas
Divulgação electrónica
Divulgação gráfica
Renda do espaço ao estado
Obrigações do colecionador
Apoio à instalação da sua colecção
Cedência de equipamento
Custo de telecomunicações
Gestão da colecção
Gestão de 2 quadros superiores em design (não especifica quem os pagará)
Gestão dos fundos de aquisições (não especifica de onde serão provenientes estes)
Prémio: Afinal talvez tenha sido ideia nossa lá na Câmara...
(Claudia Pereira vereadora da Câmara Municipal de Évora...) Adianta que o projecto museológico para o novo Museu chegou-lhe às mãos em Novembro de 2009, tendo, na altura, reunido com o Presidente da ERTA, Ceia da Silva, propondo aquele espaço do Celeiro Comum para a sua instalação.
In Café Portugal 27 Dezembro 2010
In Café Portugal 27 Dezembro 2010
Évora - Futuro do Centro de Artes Tradicionais continua envolto em polémica
Estava previsto abrir as portas no Outono de 2010. Mas o novo Museu do Design e do Artesanato - «Colecção Paulo Parra», situado no espaço onde até agora funcionava o Centro de Artes Tradicionais (CAT), no antigo celeiro comum, continua fechado, devido ao arrastamento do processo e ao atraso nas obras. Entretanto, surgem alegadas contradições denunciadas pela «Perpetuar Tradições», associação de defesa do artesanato do Alentejo. A autarquia de Évora responde às acusações, pela voz da vereadora da Cultura, Cláudia Pereira.
Ana Clara Café Portugal | segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
A polémica levantada pela «Perpetuar Tradições» surge na sequência das declarações da vereadora da cultura da Câmara de Évora (CME), Cláudia Pereira, à Antena 1 em Outubro passado, quando a edil afirmou que a ideia de transformar o Centro de Artes Tradicionais em Museu do Design não partiu do município mas da Entidade Regional de Turismo do Alentejo (ERTA) e do coleccionador, Paulo Parra.
Tiago Cabeça, membro daquela associação, considera que tais declarações são de «uma estranha leveza, pela irresponsabilidade política de quem deveria velar pelo bem público, patrimonial e cultural».
«Bastará um privado bater-lhe à porta e pedir um edifício público para o ter? Sem concurso público? Sem estudos ou razões de fundo que o justifiquem? Parece que existe na Sr.ª vereadora `a convicção` que Évora se tornará uma ´Capital internacional do design`. Chegará isso?», questiona o responsável.
E acrescenta que a vereadora da Cultura da CME «alegou não ter dinheiro para manter o Centro de Artes Tradicionais ,antigo Museu de artesanato de Évora, que existe desde 1962, e a que estava dedicada uma funcionária apenas, mas propõem-se sustentar o putativo museu de design privado com um rancho dependente de cerca de uma dezena de pessoas».
Tiago Cabeça afirma que, a ser verdade que a ERTA, «num primeiro momento, se aproximou da autarquia de Évora no sentido de pedir auxílio para manter e prosseguir o projecto do Centro de Artes Tradicionais, e a câmara liminarmente o recusou, mostraria que o desprezo pela nossa cultura, história e tradição, bem como pelo dinheiro dos contribuintes, parte justamente da Câmara».
E vai mais longe, deixando a dúvida no ar: «se a condição de manter aquele espaço passa pela aniquilação do projecto do artesanato e sua substituição pela colecção privada de design industrial do século XX, daquele coleccionador, coloca-se-nos a questão: porquê?».
Tiago Cabeça recorda ainda que este novo espaço terá entre outras despesas (garantidas pela Câmara) cerca de uma dezena de pessoas a trabalhar. «Dificilmente a CME, considerando as graves dificuldades económicas que têm vindo a público, terá capacidade de o sustentar», garante, lembrando que para garantir a sua «alegada auto-sustentabilidade, numa estimativa optimista, necessitaria de mais de seis ou sete milhares de visitantes por mês. Seria difícil».
«Sobretudo porque quem procura o Alentejo certamente não procura Design Industrial do século XX. Restaria ser o próprio coleccionador a manter esse batalhão de gente e custos», sugere.
Vereadora responde
O Café Portugal contactou a vereadora da Cultura da autarquia de Évora, Cláudia Pereira, no sentido de perceber o que de facto se passou. A autarca começa por explicar que o espaço do Celeiro Comum, como é conhecido o edifício onde estava o Centro de Artes Tradicionais e onde se propõe instalar o Museu do Design é da tutela da ERTA.
«O coleccionador Paulo Parra deu a conhecer a Évora, no espaço municipal da Igreja de S. Vicente, em Julho de 2009, parte da sua colecção. São estes os três vértices desta relação», diz.
Adianta que o projecto museológico para o novo Museu chegou-lhe às mãos em Novembro de 2009, tendo, na altura, reunido com o Presidente da ERTA, Ceia da Silva, propondo aquele espaço do Celeiro Comum para a sua instalação.
«Nesse mesmo espaço reuni, pela primeira vez, em Dezembro de 2009, com o coleccionador e esclareci qual a intervenção a ser feita bem como a articulação entre o espólio existente e o novo espólio. Tendo aceite a proposta, esta foi levada a duas instâncias: à Comissão de Arte, Arqueologia e Defesa do Património, com apresentação do projecto museológico pelo coleccionador, e cuja deliberação tem carácter consultivo, pode apenas dela ser porta-voz quem a preside, ou seja a vereadora da Cultura, e é utilizado como parecer pelo executivo da CME», explica.
Nos termos da lei, salienta, foi levada a reunião pública de Câmara, em forma de protocolo, onde foi aprovada: «a proposta é exterior à CME e optou a CME por considerá-la uma mais-valia para o Concelho e apoiá-la com uma pequena intervenção inicial de execução interna, o transporte das peças, um funcionário e apoio logístico, num compromisso que durará até que o Museu tenha auto-sustentabilidade e nunca num prazo superior a 10 anos, uma novidade em protocolos assinados no passado entre a CME e outras entidades».
Atrasos
Sobre os atrasos da abertura do Museu, previsto para o Outono deste ano, Cláudia Pereira admite que o processo se arrastou «devido à necessidade de haver autorizações e pareceres para se proceder à alteração pelo Turismo do Alentejo do uso daquele espaço». Além disso, «pelo facto de se necessitar de algumas obras por parte da ERTA o que tem procedimentos a cumprir, o espaço encontra-se ainda encerrado». «Só depois desta intervenção serão feitas as intervenções pela CME: transporte das peças e instalação das vitrines», realça.
A vereadora sustenta ainda que neste espaço, para além dos dois acervos – o do artesanato e do design industrial, «ambos caracterizados por produções em série que aliam a forma à função, com uma preocupação estética que os torna objectos dignos de serem expostos e apreciados» – o coleccionador privado investirá «naquilo que é o mais caro em qualquer parte do mundo: pessoas qualificadas para tirarem mais e melhor partido daqueles objectos; haverá também um espaço de biblioteca sobre artesanato e design industrial; planificam-se intercâmbios entre este e outros museus de artesanato e de design internacionais com circulação de espólios».
«Não só Évora e o Alentejo ficarão a conhecer e a dar a conhecer objectos congéneres aos que estarão expostos, como os objectos originais do Alentejo serão levados a outras partes do Mundo», refere.
Por fim, Cláudia Pereira recorda que «a riqueza da dinamização de um espaço é essa mesma, tal como o que é interessante na salvaguarda da atractividade das manifestações culturais, como são as peças de artesanato e os objectos de design industrial, para além do seu estudo “arqueológico”, que as insere no seu tempo de origem refazendo a sua “biografia”».
Contactado pelo Café Portugal, Ceia da Silva, presidente da ERTA, não quis falar sobre o assunto, alegando que «falará na altura própria» sobre a polémica.
Ana Clara Café Portugal | segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
A polémica levantada pela «Perpetuar Tradições» surge na sequência das declarações da vereadora da cultura da Câmara de Évora (CME), Cláudia Pereira, à Antena 1 em Outubro passado, quando a edil afirmou que a ideia de transformar o Centro de Artes Tradicionais em Museu do Design não partiu do município mas da Entidade Regional de Turismo do Alentejo (ERTA) e do coleccionador, Paulo Parra.
Tiago Cabeça, membro daquela associação, considera que tais declarações são de «uma estranha leveza, pela irresponsabilidade política de quem deveria velar pelo bem público, patrimonial e cultural».
«Bastará um privado bater-lhe à porta e pedir um edifício público para o ter? Sem concurso público? Sem estudos ou razões de fundo que o justifiquem? Parece que existe na Sr.ª vereadora `a convicção` que Évora se tornará uma ´Capital internacional do design`. Chegará isso?», questiona o responsável.
E acrescenta que a vereadora da Cultura da CME «alegou não ter dinheiro para manter o Centro de Artes Tradicionais ,antigo Museu de artesanato de Évora, que existe desde 1962, e a que estava dedicada uma funcionária apenas, mas propõem-se sustentar o putativo museu de design privado com um rancho dependente de cerca de uma dezena de pessoas».
Tiago Cabeça afirma que, a ser verdade que a ERTA, «num primeiro momento, se aproximou da autarquia de Évora no sentido de pedir auxílio para manter e prosseguir o projecto do Centro de Artes Tradicionais, e a câmara liminarmente o recusou, mostraria que o desprezo pela nossa cultura, história e tradição, bem como pelo dinheiro dos contribuintes, parte justamente da Câmara».
E vai mais longe, deixando a dúvida no ar: «se a condição de manter aquele espaço passa pela aniquilação do projecto do artesanato e sua substituição pela colecção privada de design industrial do século XX, daquele coleccionador, coloca-se-nos a questão: porquê?».
Tiago Cabeça recorda ainda que este novo espaço terá entre outras despesas (garantidas pela Câmara) cerca de uma dezena de pessoas a trabalhar. «Dificilmente a CME, considerando as graves dificuldades económicas que têm vindo a público, terá capacidade de o sustentar», garante, lembrando que para garantir a sua «alegada auto-sustentabilidade, numa estimativa optimista, necessitaria de mais de seis ou sete milhares de visitantes por mês. Seria difícil».
«Sobretudo porque quem procura o Alentejo certamente não procura Design Industrial do século XX. Restaria ser o próprio coleccionador a manter esse batalhão de gente e custos», sugere.
Vereadora responde
O Café Portugal contactou a vereadora da Cultura da autarquia de Évora, Cláudia Pereira, no sentido de perceber o que de facto se passou. A autarca começa por explicar que o espaço do Celeiro Comum, como é conhecido o edifício onde estava o Centro de Artes Tradicionais e onde se propõe instalar o Museu do Design é da tutela da ERTA.
«O coleccionador Paulo Parra deu a conhecer a Évora, no espaço municipal da Igreja de S. Vicente, em Julho de 2009, parte da sua colecção. São estes os três vértices desta relação», diz.
Adianta que o projecto museológico para o novo Museu chegou-lhe às mãos em Novembro de 2009, tendo, na altura, reunido com o Presidente da ERTA, Ceia da Silva, propondo aquele espaço do Celeiro Comum para a sua instalação.
«Nesse mesmo espaço reuni, pela primeira vez, em Dezembro de 2009, com o coleccionador e esclareci qual a intervenção a ser feita bem como a articulação entre o espólio existente e o novo espólio. Tendo aceite a proposta, esta foi levada a duas instâncias: à Comissão de Arte, Arqueologia e Defesa do Património, com apresentação do projecto museológico pelo coleccionador, e cuja deliberação tem carácter consultivo, pode apenas dela ser porta-voz quem a preside, ou seja a vereadora da Cultura, e é utilizado como parecer pelo executivo da CME», explica.
Nos termos da lei, salienta, foi levada a reunião pública de Câmara, em forma de protocolo, onde foi aprovada: «a proposta é exterior à CME e optou a CME por considerá-la uma mais-valia para o Concelho e apoiá-la com uma pequena intervenção inicial de execução interna, o transporte das peças, um funcionário e apoio logístico, num compromisso que durará até que o Museu tenha auto-sustentabilidade e nunca num prazo superior a 10 anos, uma novidade em protocolos assinados no passado entre a CME e outras entidades».
Atrasos
Sobre os atrasos da abertura do Museu, previsto para o Outono deste ano, Cláudia Pereira admite que o processo se arrastou «devido à necessidade de haver autorizações e pareceres para se proceder à alteração pelo Turismo do Alentejo do uso daquele espaço». Além disso, «pelo facto de se necessitar de algumas obras por parte da ERTA o que tem procedimentos a cumprir, o espaço encontra-se ainda encerrado». «Só depois desta intervenção serão feitas as intervenções pela CME: transporte das peças e instalação das vitrines», realça.
A vereadora sustenta ainda que neste espaço, para além dos dois acervos – o do artesanato e do design industrial, «ambos caracterizados por produções em série que aliam a forma à função, com uma preocupação estética que os torna objectos dignos de serem expostos e apreciados» – o coleccionador privado investirá «naquilo que é o mais caro em qualquer parte do mundo: pessoas qualificadas para tirarem mais e melhor partido daqueles objectos; haverá também um espaço de biblioteca sobre artesanato e design industrial; planificam-se intercâmbios entre este e outros museus de artesanato e de design internacionais com circulação de espólios».
«Não só Évora e o Alentejo ficarão a conhecer e a dar a conhecer objectos congéneres aos que estarão expostos, como os objectos originais do Alentejo serão levados a outras partes do Mundo», refere.
Por fim, Cláudia Pereira recorda que «a riqueza da dinamização de um espaço é essa mesma, tal como o que é interessante na salvaguarda da atractividade das manifestações culturais, como são as peças de artesanato e os objectos de design industrial, para além do seu estudo “arqueológico”, que as insere no seu tempo de origem refazendo a sua “biografia”».
Contactado pelo Café Portugal, Ceia da Silva, presidente da ERTA, não quis falar sobre o assunto, alegando que «falará na altura própria» sobre a polémica.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
"Durmo perfeitamente à noite com esta decisão"
Claudia Pereira vereadora da Câmara Municipal de Évora em entrevista à Radio Diana em 5 Abril 2010
Edição de imagens do CAT Museu de Artesanato por Miguel Sampaio
Edição de imagens do CAT Museu de Artesanato por Miguel Sampaio
sábado, 18 de dezembro de 2010
O mistério adensa-se
"Esta ideia (de transformar o museu publico de artesanato de Évora em museu de design privado) não partiu da Câmara Municipal de Évora, partiu do Turismo do Alentejo e do colecionador" ...
Claudia Pereira
Vereadora da cultura da Câmara Municipal de Évora em entrevista à Antena 1, 26 Outubro 2010
Diz-nos um passarinho, que esvoaçou próximo do Turismo do Alentejo, que de facto, num primeiro momento, esta entidade pediu ajuda à Câmara municipal de Évora para manter o Centro de Artes Tradicionais antigo Museu de Artesanato, mas a Câmara terá recusado. Só mais tarde, aparentemente, a autarquia teria reconsiderado colocando, no entanto, a condição: ou é Paulo Parra e Museu de Design, ou não é nada.
Será verdade?... E a ser quem gostará mais de design industrial do século XX?... O senhor Presidente da Câmara? A senhora vereadora da cultura?...
Como em todas as boas estórias de detectives cá ficaremos a aguardar os próximos capitulos...
Claudia Pereira
Vereadora da cultura da Câmara Municipal de Évora em entrevista à Antena 1, 26 Outubro 2010
Diz-nos um passarinho, que esvoaçou próximo do Turismo do Alentejo, que de facto, num primeiro momento, esta entidade pediu ajuda à Câmara municipal de Évora para manter o Centro de Artes Tradicionais antigo Museu de Artesanato, mas a Câmara terá recusado. Só mais tarde, aparentemente, a autarquia teria reconsiderado colocando, no entanto, a condição: ou é Paulo Parra e Museu de Design, ou não é nada.
Será verdade?... E a ser quem gostará mais de design industrial do século XX?... O senhor Presidente da Câmara? A senhora vereadora da cultura?...
Como em todas as boas estórias de detectives cá ficaremos a aguardar os próximos capitulos...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
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