sábado, 30 de abril de 2011

Prémio: Verticalidade escreve-se com estas letras




"É crucial que os decisores de politicas e os gestores públicos prestem contas e sejam responsabilizados pela utilização que fazem dos recursos postos à sua disposição pelos contribuintes."

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal
In Expresso, 30 Abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

Qual é a coisa qual é ela que é privada por fora e paga pelo contribuinte por dentro?...



"Turismo do Alentejo quer privados a cuidar do património"

In Público 17 de Março de 2011


O Museu de artesanato de Évora, que existia desde 1962, foi encerrado pelo Turismo do Alentejo por, com a sua única empregada, "não ser auto sustentável".

O futuro Museu de design privado que o vai substituir vai ser - de acordo com o protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Évora, o Turismo do Alentejo e o coleccionador privado - suportado pelo contribuinte em todas as despesas, incluso no aumento de pessoal, onde se inclui o coleccionador e a sua companheira, futura directora do novo espaço.

E haverá concursos públicos ou, como no Museu de Artesanato de Évora, basta sermos um "ícone do design"?...




"Turismo do Alentejo quer privados a cuidar do património"

O presidente da Entidade Regional Turismo do Alentejo Ceia da Silva considerou ontem "urgente" a alteração do modelo de gestão do património cultural na região, sugerindo entre outras medidas, que a gestão seja entregue a agentes e estruturas privadas. (...) "É urgente e exige-se uma intervenção e nós vamos fazê-la no Alentejo" adiantou. Ceia da Silva deu como exemplo "significativo" e "positivo" o trabalho desenvolvido pelas Pousadas de Portugal há várias decadas, na recuperação de um vasto conjunto de imóveis. Esta foi uma das conclusões que o presidente da ERT retirou do Congresso Internacional Alentejo: Património do Tempo, que ontem terminou em Portalegre.

In Público, 17 de Abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Prémio: Lembrem-se de mim nas próximas autárquicas II porque tenho a certeza que é assim que ficaremos no EURO para todo o sempre!




"É certo que essa coabitação (Artesanato/Design) implicará, na prática, a afectação de espaços públicos recuperados com financiamento publico, para acolher também uma colecção privada."

"Não diabolizo as parcerias público-privado."

"É certo que o artesanato é popular e que o design se destina à industria e, portanto, dirão alguns (já ouvi) serve o capitalismo. Mas não estou certo que a questão se coloca agora nesses termos."


Professor Jorge Araújo
Ex reitor da Universidade de Évora
In Diário do Sul 14 de Abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Prémio: Contribuinte 2, Autosustentabilidade 0

"Foram hoje dispensados todos os jovens a recibo verde que trabalhavam no MUDE - Museu do Design e da Moda em LISBOA. O Funcionamento do Museu está actualmente a ser assegurado por funcionários da Câmara Municipal"

In ANTENA 3 - 1 Abril de 2011

Prémio: Lembrem-se de mim nas próximas autárquicas

“A recordação que guardo do Museu do Artesanato – visitei-o há alguns anos – era um conjunto esparso e decrépito de objectos, expostos sem qualquer sentido museológico”

Professor Jorge Araujo
Ex Reitor da Universidade de Évora in Diário do Sul 31 Março 2011

domingo, 27 de março de 2011

Cláudio Torres junta-se à defesa do Museu do Artesanato de Évora






sexta-feira, 25 de Março de 2011
In Semanário Registo


O arqueólogo Cláudio Torres – Prémio Pessoa 1991 – juntou a sua voz ao movimento de cidadãos que contesta o encerramento do Museu do Artesanato de Évora, por decisão da Câmara e da Entidade Regional de Turismo do Alentejo.
“Este museu, que certamente esteve abandonado, com pouco investimento, é uma necessidade cidadã”, disse Cláudio Torres durante o colóquio “Cultura Popular e Preservação da Memória”, organizado pelo Grupo Pro-Évora e pela associação Perpetuar Tradições, constituída para promover a defesa do artesanato alentejano.
Para o director do campo arqueológico de Mértola, e um dos mais reputados arqueólogos portugueses, a “capacidade de guardar” as “memórias do núcleo camponês de uma região” tem de ser “salvaguardada”. “Esta actividade tem de ser mantida, eventualmente com uma ligação estreia à universidade para incluir uma componente de investigação”.

Sublinhando que “nada impede” a criação de outros espaços culturais na cidade, designadamente o Museu do Design – Colecção Paulo Parra, que será instalado no edifício do Museu do Artesanato, Cláudio Torres defende que se trata de conceitos diferentes: “Não podemos querer misturar alhos com bugalhos”. “Vale a pena lutar. Foi assim que Lisboa conseguiu [a reabertura do Museu de Arte Popular], concluiu.
Numa região como o Alentejo, “onde a ruralidade é um valor”, o artesanato continua a constituir uma “fonte inesgotável, de acordo com a disponibilidade e riqueza dos materiais, as necessidades impostas pela vida rural e urbana e a criatividade dos artífices”, acrescentou o sociólogo Francisco Martins Ramos, professor emérito da Universidade de Évora e outro dos intervenientes no colóquio.

“A musealização dos artefactos desaparecidos ou em vias de extinção desempenha um papel crucial na salvaguarda da memória colectiva, na transmissão dos saberes tradicionais às novas gerações e na compreensão do passado, recente ou distante”.
Considerando que a reabertura do Museu do Artesanato em Junho de 2007, depois de um encerramento que se prolongou por mais de 15 anos, constituiu a “devolução à cidade e ao Alentejo de uma parte do seu património”, Francisco Martins Ramos criticou a decisão da Câmara de Évora e do Turismo do Alentejo de instalarem naquele espaço o Museu do Design.

“Invadir o território de um museu temático existente, descaracterizar uma realidade coerente da sua afirmação sociocultural, histórica e identitária, amputar um espaço artesanal por interesses de conveniência, misturar traços culturais com afirmações de modernidade de natureza diversa e antagónica é um crime de lesa-cultura, uma afronta ao legado que nos foi deixado e uma armadilha envenenada à idiossincrasia alentejana”, defendeu o sociólogo.

O colóquio contou ainda com as intervenções de Celestino David e Marcial Rodrigues, em representação do Grupo Pró-Évora, e do historiador Celso Mangucci, que dissertou sobre “A arte popular, entre a história e a tradição”. Entre os presentes estiveram os ex-presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Alentejo, Carmelo Aires, e da Região de Turismo de Évora, João Andrade Santos.
O novo Museu do Artesanato e do Design de Évora tem abertura prevista para a Primavera.